Primeiro ano na faculdade | DIREITO por amor.'



Enquanto estamos na escola o nosso maior sonho é que termine logo, com aquele pensamento super comum de "enfim, férias", mas, quando as aulas terminam pra valer, não é tão bom assim. A gente sente falta dos amigos, do salgado que vendia na cantina, dos risos, até daquelas pessoas com quem quase não tínhamos intimidade, o que é super normal. Aquela certeza que se fazia presente nas nossas vidas até então, de deitar a cabeça no travesseiro e saber exatamente o que virá no dia seguinte, ou no próximo semestre, as vezes até ano, acabou. Confesso que quando minha ficha de fato caiu, me senti incompleta e com um vazio super grande, mas na minha primeira semana de aula da faculdade, tive a certeza de que aquilo ciclo tinha acabado para que um novo ainda melhor, pudesse ter seu espaço na minha vida.
Escolhi a faculdade de direito ainda quando criança, com o tempo o desejo veio só aumentando, mas nem sempre foi minha única opção. Não é um curso barato, tanto para pagar, quanto para manter os livros, xerox e demais gastos que a faculdade acaba gerando, portanto, pensei na possibilidade de fazer letras e pedagogia primeiro, para então dar continuidade ao sonho de estudar direito. No entanto, a vida sempre nos leva ao caminho certo. Ao sair da escola, fui direto para a faculdade. Hoje, estou encerrando o meu segundo semestre, meu primeiro ano como universitária e vim compartilhar um pouco de tudo o que aconteceu com vocês. Bora lá? 
Logo de cara tomei muitos sustos, pois entrei um pouco atrasada e um mês depois já foram as primeiras provas, o que me exigiu uma dedicação muito grande, porém, valeu super a pena e consegui notas ótimas. Preciso dizer que tive uma ajuda muito grande dos professores em relação aos conteúdos que perdi,  além do representante da minha sala que é incrível, super prestativo.
No geral, faculdade é só salgado caro e xerox mais caro ainda,  brincadeira. O primeiro semestre foi muito tranquilo, ainda não tinha matérias especificas da área, como Direito Civil, Penal, Constitucional e tudo mais, tive psicologia jurídica, entre outras matérias que serviram mais de introdução.
Já o segundo semestre foi completamente desesperador, no primeiro bimestre estudei feito uma maluca, mas consegui atingir o meu objetivo de me destacar, de fazer toda a minha dedicação valer a pena, pois atingi 10 em todas as matérias, em algumas até sobrou pontos, uma pena eles não serem acumulativos. Agora, nas últimas provas me senti decepcionada. Mesmo com toda a minha dedicação, embora ainda não tenha pego o resultado das provas, sinto que não foi o suficiente para atingir as mesmas notas, o mesmo desempenho. Tive muito mais dificuldade agora do que antes, principalmente em Direito Penal, pois sou extremamente civilista. 
Sou o tipo de pessoa que quer saber o que você gosta, quem são seus pais, o que você sente, qual sua cor favorita. Sou completamente apaixonada pela personalidade das pessoas, acredito que seja isso que me ligue tanto ao Direito Civil. 
No geral, foi uma experiência extremamente cansativa, estressante muitas vezes, mas apaixonante. Sempre tive a certeza do que queria, mas ao longo desse ano essa certeza se multiplicou, principalmente após ter o contato com audiências, promotores, juízes e tudo mais. 
Tem uma frase que a Bianca Andrade sempre diz, que é "nada é tão nosso quanto os nossos sonhos", ´sempre gosto de aumentar ela dizendo que se você pode sonhar, você pode realizar. Esse ano incrível pra mim, principalmente nesse sentido. Me sinto mais do que realizada, o que afetou outras áreas da minha vida, como estilo de roupa, maquiagem, cabelo, enfim, me sinto mais segura de mim, mais eu mesma. Hoje eu sei o meu lugar no mundo. Então, não desista dos seus sonhos, por mais difíceis que eles sejam.

Então é isso amores, este post acabou sendo muito pessoal pra mim, pois abrir um pouco o coração e contar pra vocês um pouco da minha vida, do que aconteceu comigo nesse ano, foi muito especial. Espero que tenham gostado, de verdade. As resenhas e outros conteúdos do blog retornam a partir da semana que vem. Um beijo, fiquem com Deus e até o próximo post.

Perfume Eu by Niina Secrets - Jequiti


Em um dos posts anteriores aqui no blog, contei para vocês que conheci recentemente os produtos da Jequiti, junto trouxe uma resenha de um dos cremes corporais que comprei. Hoje comprei mais um creme, a colonia da Eliana, a da Niina e também um batom da coleção da Taci. Antes de mais nada, gostaria de avisar que tanto os produtos da Niina, como os produtos da Taci já pararam de ser vendidos. No caso da Niina, ainda esta vendendo no ciclo que encerra no dia 06/12/2016 o kit de natal, com um creme corporal e uma colonia spray. Enfim, agora sem mais enrolações, vamos falar um pouco desse perfume que eu estou apaixonada.
Acho um pouco difícil falar sobre perfume aqui pra vocês por ser algo muito pessoal, além de não ter como vocês sentirem a fragrância ai do outro lado. Mas, precisava compartilhar esse com vocês. Ele é um perfume marcante e ao mesmo tempo suave, tem um toque levemente adocicado, porém, nada enjoativo ou forte, sendo super tranquilo de ser usado em todas as estações. 
A durabilidade dele na pele é maravilhosa, não tenho o que reclamar. Aplico de manhã e a noite ainda está aquele cheirinho gostoso na pele, que quando você entra no chuveiro o perfume exala, sabe? Uma delicia. Sem falar na embalagem que é super fofa, é pequena, mas o vidro tem um brilho lindo, ele por si só já chama atenção.
Nesta colonia paguei 29,90 se não me engano, preço que atualmente esta o kit dela de natal. Não tenho certeza quando o preço que paguei, mas caso esteja errada e alguém saiba o valor real, por favor me corrijam nos comentários. 
Se eu gostei e recomendo? Super. Estou me surpreendendo com cada produto que compro desta marca, eles tem um preço super bacana e são de extrema qualidade. Me atrevo a dizer que estou gostando mais do que de outras marcas que vendem por catálogos.
Aliás, aproveitando esta deixa. Se você quiser conhecer um pouco mais, confira a resenha sobre o Hidrante Corporal da linha Sensi <3


Quem é Niina Secrets:

Bruna Santina Martins é uma blogueira e youtuber brasileira, que nasceu, cresceu e atualmente mora em São Paulo. 


Assista um vídeo  para conhecer melhor o  trabalho dela:


Então é isso meus amores, espero muito que tenham gostado do post. É um produto que possivelmente volte a ser vendido. Para quem não conhece revendedora da marca, ele também estava sendo vendido na loja da Niina. Apesar de a colonia ter saído, ainda tem o kit de natal que é super gostoso e tem a mesma fragrância. Um beijo, fiquem com Deus e até o próximo post. 

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Playcenter, o primeiro parque de diversões do Brasil.


Você se lembra do PlayCenter? Ou melhor, você conheceu o PlayCenter?

O PlayCenter era um dos meus lugares preferidos no mundo, mais que um parque de diversões, era um lugar de magia, e que magia. Ele começou suas atividades em 1973 a beira da marginal Tietê, na capital de São Paulo. Nesse tempo, eu nem pensava em nascer ainda, mas tenho certeza que sua inauguração foi um momento muito especial. Afinal, foi um sonho que se tornou realidade para o engenheiro Marcelo Gutglas, criador e fundador do parque.
Ao longo do seu tempo de atividades, o parque foi crescendo não apenas em público, mas também em tamanho. No inicio, era um parque em frente ao ginásio do Ibirapuera com poucos brinquedos, mas que já inovava, tendo nele a primeira montanha russa de metal do país. No entanto, seu sucesso veio a beira da marginal tietê, onde se tornou maior e mais radical, principalmente se comparado a outros parques.

Um pouco das minhas lembranças: 

Quando pequena, nas minhas idas para São Paulo, dormia o caminho todo do interior até a capital, mas sempre pedia que minha mãe me acordasse no momento em que passássemos em frente ao parque, para que eu pudesse ver os brinquedos. Era o meu momento mais especial durante o trajeto de uma hora e meia. Apesar de sempre ter tido vontade de ir ao Playcenter, demorei anos para realizar o sonho, pois não havia excursões na escola para lá, mas sim para o Hopi Hari, que era relativamente mais perto e prático.
Me lembro que quando via o comercial, ficava morrendo de vontade de conhecer o parque, mas só fui quando completei 12 anos, pois finalmente fizeram uma excursão na escola. Posso afirmar que foi um dos melhores dias da minha vida. E porque? Porque nunca me aventurei tanto, nunca ri tanto, chorei de medo e aprendi a passar delineador em fila de brinquedo, (sim, a vaidade foi junto). Foi um dia repleto de aventuras, me deixando as melhores lembranças possíveis daquele lugar.
Aliás, nunca tinha ido em um evento com monstros, por isso não sabia o que esperar da Noites do Terror. Realmente, era de ficar com muito medo. lembro que tinha dois corredores que ligavam um lado do parque ao outro, onde cada corredor tinha entre oito e doze monstros, que atuavam muito bem, sem contar no figurino que era espetacular. Mesmo sabendo que não era real, o susto era inevitável. O único lugar que não tinha monstro era onde acontecia a balada, próximo ao castelo dos horrores. Já do outro lado do parque, os monstros dominavam assim que desse o horário determinado. Ali, era um susto atrás do outro. Me lembro que um monstro de patins me seguiu próximo ao brinquedo Polvo. Tenho certeza que nunca gritei tanto na minha vida, confesso que nesse momento chorei de medo. Levei cerca de quarenta minutos para enfrentar o medo e continuar a me divertir.
Lembro também que, após assistir o mistério da Monga e a montanha russa Boomerang em um programa de TV, na época o Balanço Geral da rede Record, minha vontade de conhecer o Playcenter só aumentou. A partir daquele momento, ambos se tornaram a minha meta para quando fosse ao parque. Quando fui, comprei um  passe livre, também conhecido como fura fila, para ir em vários brinquedos, principalmente os dois.
Ao sair da barca viking era possível se molhar em uma ponte, que na verdade era o caminho de saída do brinquedo. Essa ponte era molhada pela queda de um dos brinquedos aquáticos, só não me lembro se era o Splash, ou o Waimea. Em dias quentes, isso era perfeito.
Já o show de abertura das Noites do terror era incrível, na edição que fui o tema era "A legião dos espíritos", foi demais. Os monstros passavam em volta da área como em um desfile, com bandeiras do parque, de maneira que nos cercava no espaço da abertura. Tendo lugares específicos, onde eles podiam ficar no alto. Formei lembranças incríveis de lá.

Mais sobre o parque:

O Playcenter teve shows inéditos por temporadas. 


No ano de 1977 foi a estréia do filme King Kong, o gorila original usado nas filmagens se tornou uma atração do parque, sendo sem igual. No dia de sua estréia a atriz que protagonizou o filme, Jessica Lange, compareceu ao parque e realizou a cena em que o gorila a pega com a mão, ao vivo. Sendo um dos inúmeros momentos exclusivos mais marcantes da história do parque.
No final do ano de 1984 chega ao Brasil duas orcas, uma fêmea (Samoa) e um macho (Nandu). Essas orcas se tornaram protagonistas de um dos shows realizados no Playcenter, onde eram feitas acrobacias com as baleias assassinas. Muitas pessoas não se lembrar ou nem chegaram a conhecer este espetáculo, que era o Orca Show. 
A orca macho Nandu, morreu no próprio parque. Seu corpo levado a USP, para que a causa da morte fosse descoberta. Já a fêmea, continuou no parque até ser vendida para SeaWorld. A compra ocorreu em abril de 1989, para fazer companhia a orca Kalina em Ohio durante o verão, (primeira orca a nascer e sobreviver em cativeiro, morreu em 2010 aos 25 anos). Mas, foi no SeaWorld do Texas que Samoa se envolveu com outra orca e gerou uma fêmea que nasceu morta. Horas após o parto a mesma acabou falecendo.
Já em 1993, o eterno rei do pop, Michael Jackson, também conferiu o parque e se divertiu em suas atrações, que durante muito tempo foi a maior diversão dos Paulistas, não só para os jovens, como para a família toda. Neste mesmo ano tivemos a inauguração da Gigantona, uma roda gigante com 50 metros de altura, para celebrar os 20 anos do parque. Aliás, essa roda gigante se encontra atualmente no Hopi Hari, localizado em Vinhedo, no interior de São Paulo.
O PlayCenter tem uma história incrível, com altos e baixos, mas que deixou uma saudade sem igual. Suas atividades foram encerradas em 2012, após 39 anos de funcionamento, era sem dúvida um lugar muito especial. Fui no dia 25 de setembro de 2010, ainda tenho meu passaporte guardado, junto com uma única foto no parque, pois gosto de colecionar lembranças desse tipo.
Hoje, se eu pudesse escolher um lugar para voltar novamente, com certeza seria lá. Porém, não há mais parque para voltar, infelizmente. Me arrependi de não ter tirado mais fotos, mas por outro  lado me diverti tanto que a ausência de fotos não é um problema, pois há uma longa lista de histórias para serem contadas sobre aquele lindo local.
Tiveram vários eventos legais no parque, enquanto pesquisava sobre sua história para me informar  mais, pude ver quão grande foram os investimentos no parque, muitos com retornos positivos. Porém, nem sempre o parque foi apenas um sucesso, enfrentando problemas financeiros a partir de 1995. Neste ano, dois brinquedos radicais foram inaugurados, sendo eles o Evolution (que eu amo) e o Double Shock (que também amo). Houve também um acidente no parque neste período, onde um jovem caiu de uma altura de 10 metros, causando duas fraturas. Neste mesmo ano, Marcelo Gutglas vende ações do parque a GP Investimentos, que também participou junto com o Grupo Playcenter na criação de um novo parque, sendo ele o Hopi Hari, que na verdade deveria se tornar um novo Playcenter, mas seu nome foi mudado antes mesmo da inauguração. Foi a partir desde ano que o parque começou a acumular dividas, chegando ao momento mais critico em 2002. Foi então que Gutglas recomprou as ações do parque, se desfez da sua sociedade e parte do Hopi Hari, cuidando exclusivamente do playcenter, reestruturando o parque e o fazendo um sucesso novamente. 
Em 2005 o parque teve sua reforma completa, aumentando a área de alimentação e criando um espaço infantil, tornando o parque mais aconchegante para toda a família. 
Outros eventos e atrações marcaram o parque, como as férias com a turma da Mônica, jogos da copa, a própria Noites do Terror, entre outros. Era um lugar que sempre buscava se renovar, nunca permanecer igual. 
Atualmente, ouvimos falar sobre a construção de um novo Playcenter, porém, por hora são apenas reuniões e noticias espelhadas na mídia ou em grupo de fãs do parque. Uma das últimas noticias falava sobre a possibilidade de um novo parque em Olímpia, no Interior de São Paulo. Vamos torcer para que esse projeto saia do papel, para matarmos a saudade deste encanto. 
O parque esta realizando uma parceria com o parque de diversões Hopi Hari, para uma edição histórica da Hora do Horror (que era um péssimo evento, com poucos monstros), com a Noites do Terror do playcenter, que era genial. Estou louca para conferir tudo bem de pertinho. 

E você, conheceu o parque? Comente sua experiencia. 

Observação: Além do OrcaShow, tivemos também os shows com os Golfinhos.
As orcas que aqui estavam, foram capturadas juntas com Tillikum, sendo possivelmente irmãos. Tillikum é a maior orca em cativeiro do mundo, conhecida mundialmente após matar uma das treinadoras no SeaWorld em Orlando. Após este episódio, os treinadores foram tirados da água, não tendo mais contato físico direto com as baleias.


Confira algumas imagens do parque para matar a saudade ou passar a conhecer:

















































 












Atual parceria:


Alguns comerciais:

Orca Show:



Noites do Terror:
(primeiro comercial)






Minha única foto no parque:

Local era próximo ao cine 2000.



Ao Marcelo Gutglas:

Deixo meu agradecimento por ter sonhado, por ter inovado ao criar o primeiro parque de diversões do Brasil. Graças a você, muitas pessoas tiveram a oportunidade de viver momentos únicos no Playcenter, criando histórias que serão passadas de pai para filho e assim por diante. Essas lembranças nos deixam sempre com saudade, mas gratos, por termos tido a chance de rir, chorar, gritar, dançar e principalmente, por termos nos divertido naquele pequeno refugio em forma de parque. Novamente e sempre, obrigada. 





Escrito por: Thaís Ferreira 



texto oficialmente publicado no dia: 17/06/2016 às 08:00 no horário de Brasilia.  
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